EFELisboa

Os eleitores portugueses confinados por covid-19 no dia eleitoral de 30 janeiro poderão sair para votar numa "janela" horária específica, previsivelmente na hora anterior ao fecho das mesas, segundo anunciou esta quarta-feira o Governo.

"Os eleitores em confinamento obrigatório podem sair no dia 30 para votar" nas eleições legislativas, disse a ministra da Justiça e da Administração Interna, Francisca van Dunem.

"Vai-se pedir à Comissão Eleitoral que votem num horário específico", acrescentou, e propôs a possibilidade de que se habilite a faixa das 18 às 19 horas, quando a maioria do eleitorado já depositou o seu voto.

"Estão criadas as condições de segurança", ressaltou a ministra, que sublinhou que é necessário "um pacto social" para respeitar as regras.

Os eleitores confinados por terem dado positivo ou por serem contactos de um contagiado não terão que apresentar qualquer comprovativo médico, nem serão habilitados espaços diferenciados para que possam aceder às mesas de voto, segundo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

A decisão foi anunciada pelo Governo português depois de consultar a Procuradoria Geral da República.

A ministra encorajou os eleitores a exercer o voto antecipado para garantir a participação com segurança.

Até agora, cerca de 200.000 pessoas aderiram a esta fórmula- entre os quais o primeiro-ministro, o socialista António Costa-, mais 28% que nas presidenciais de janeiro de 2021, mas ainda bastante longe das previsões oficiais, que apontavam a um milhão de solicitações.

As autoridades sanitárias estimam que cerca de 400.000 pessoas estarão confinadas a 30 de janeiro, dia em que mais de 10,8 milhões estão convocados às urnas.

O voto dos confinados, cerca de 3,7% do eleitorado, e sobretudo o dos indecisos -que as sondagens apontam para mais de 20%- são decisivos para inclinar a balança eleitoral.