EFELisboa

Cerca de 300.000 portugueses preparam-se este domingo para depositar o seu voto antecipado nas urnas, uma semana antes da data oficial das eleições e em pleno aumento de contágios de covid, que obriga a estritas medidas de segurança.

Distância entre pessoas, gel desinfetante e o uso de máscara cirúrgicas ou FFP2 (as autoridades não aceitam outros modelos) serão as normas impostas tanto para eleitores como para os membros das mesas eleitorais.

Além disso, quem estiver nas mesas de voto precisará de mudar a máscara a cada quatro horas e usar uma bata "com abertura atrás, de uso único e impermeável, manga comprida, punhos bem ajustados e que cubra toda a roupa".

O voto antecipado, pensado principalmente para eleitores ausentes a 30 de janeiro, dia das eleições, já existia antes, mas só 50.000 pessoas o usaram em 2019.

Nesta ocasião, 260.000 portugueses aderiram a esta opção, entre os que se encontra o primeiro-ministro e candidato socialista, António Costa, que votará este domingo no Porto.

Ainda assim, o Governo preparou as infraestruturas para receber um milhão de eleitores.

Portugal tem enfrentado a quinta vaga da pandemia, com números de contágios que já atingem os 58.000 novos casos por dia.

O aumento dos positivos, devido principalmente à expansão da variante Ómicron, obrigou ainda ao isolamento de milhares de pessoas devido a contactos de risco com infetados.

Para 30 de janeiro, espera-se que o número de confinados seja superior a 400.000 pessoas, que poderão romper o isolamento no dia 30 para ir votar, preferencialmente entre as 18.00 e as 19.00 horas, antes do fecho das urnas.

Mais de 10,8 milhões de pessoas estão chamadas às urnas nestas eleições, antecipadas a meio da legislatura depois do chumbo do Orçamento de 2022 elaborado pelo Governo de Costa.