EFELisboa

O Parlamento português aprovou esta quarta-feira com ampla maioria a extensão do atual estado de emergência entre 16 e 30 de abril, período em que país espera continuar com o seu desconfinamento, embora se olhe com cautela o aumento do índice de contágios registado nas últimas semanas.

A nova extensão de 15 dias -o máximo permitido pela Constituição- recebeu, como previsto, votos a favor do governante Partido Socialista, o PSD, CDS e PAN.

Votaram contra o PCP, Verdes, Iniciativa Liberal e Chega, enquanto o Bloco de Esquerda de absteve.

Os deputados votaram depois de um debate em que se ressaltou a "fadiga pandémica" da sociedade, que se confinou a 15 de janeiro com os hospitais à beira do colapso e começou a 15 de março com um plano gradual que prevê se desenvolver em quatro fases, a última delas programada para 3 de maio.

Contudo, para cumprir este calendário será necessário estabilidade nos indicadores epidemiológicos, uma questão que começa esta semana a causar preocupação devido a uma subida do índice que mede o número de pessoas que cada infetado contagia, o R(t).

Este indicador, que começou a semana em 1,04, subiu esta quarta-feira para 1.06, número conhecido enquanto o debate decorria no Parlamento, onde o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, reconheceu que, embora todos queiram que este seja o último estado de emergência, deve haver cautela.

Neste sentido, afirmou que esta quinta-feira, o Conselho de Ministros vai procurar "o equilíbrio certo" entre o desejo de continuar o desconfinamento e os dados dos especialistas, para decidir se o país avança na segunda-feira para a próxima fase.

Atualmente recuperaram a atividade presencial académica de crianças com menos de 15 anos, pequenos comércios de até 200 metros quadrados com saída para a rua, cabeleireiros, museus e restaurantes, que só podem servir clientes na esplanada.

Caso se avance na segunda para a fase seguinte, a terceira e penúltima do plano, vão-se retomar as aulas para os alunos mais velhos, abrir as restantes lojas, incluindo centros comerciais, e os restaurantes podem servir no interior dos estabelecimentos, entre outros.