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O rei de Espanha convocou nesta quinta-feira uma ronda de consultas com os líderes dos partidos políticos para os próximos dias 16 e 17, para decidir se propõe um candidato à Presidência do Governo que tenha suficiente apoio parlamentar.

Se o rei não propusesse um candidato, suporia a convocação automática de novas eleições legislativas para 10 de novembro.

A Casa Real anunciou esta decisão em comunicado depois que Felipe VI se reunisse com a presidente do Congresso dos Deputados, Meritxell Batet.

A finalidade das consultas é constatar se o rei "pode propor um candidato à Presidência do Governo que conte com os apoios necessários" no Congresso, afirmou a nota.

Acrescentou que se as consultas concluírem sem uma proposta de candidato, o rei procederia "à dissolução" das duas câmaras do Parlamento e à convocação de novas eleições, segundo estabelece a Constituição.

Esta nova ronda de consultas chega depois de meses de impasse político após as eleições de 28 de abril passado, nas quais os socialistas do PSOE alcançaram a vitória (123 de 350 cadeiras no Congresso) mas sem uma maioria de governo.

A partir daí, as conversas do PSOE com o partido de esquerda Unidas Podemos à procura de um acordo ficaram bloqueadas devido ao socialista de formar um Governo monocolor sobre a base de um pacto programático entre ambos partidos, enquanto UP insiste em concordar um Executivo de coligação.

Essas diferenças já bloquearam que o líder socialista, o presidente do Governo interino Pedro Sánchez, fosse investido na última semana de julho.

Então, o PSOE chegou a oferecer ao UP uma coligação na qual este último partido tivesse tido uma vice-presidência do Governo e três ministérios, mas o líder de Podemos, Pablo Iglesias, rejeitou-a por insuficiente.

Agora, os socialistas dão essa oferta por caduca e as reuniões entre dirigentes do PSOE e Unidas Podemos -a última na terça-feira passada- não registraram avanços na redução dessas fortes diferenças de fundo.