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O Governo de Boris Johnson estuda atualmente a possibilidade de eliminar a quarentena aos britânicos completamente imunizados que viajem de regresso ao Reino Unido desde destinos incluídos na sua lista "âmbar", tais como Portugal, informa esta quinta-feira o jornal "The Daily Telegraph".

O Executivo britânico opera atualmente um sistema "semáforo" para regular as viagens ao estrangeiro, agrupando os destinos segundo a sua situação epidemiológica, tendo em conta o risco que representam.

Desta maneira, Londres exime agora de quarentena os passageiros procedentes de lugares com um risco baixo (incluídos na lista "verde") e aplicam um período de quarentena de dez dias com testes obrigatórios -realizados no segundo e oitavo dia após o regresso ao Reino Unido- a outros que, como Portugal, se encontram na "âmbar" (risco médio).

De acordo com o "The Telegraph", o Executivo está agora a considerar propostas que poderão potencialmente, se implementadas, permitir aos cidadãos que já receberam as suas duas doses das vacinas contra a covid-19 ficarem isentos da medida, embora terão de continuar a realizar testes.

Se a mudança fosse feita, abriria a possibilidade de viajar para destinos na Europa e nos Estados Unidos sem ter de realizar quarentena no regresso ao Reino Unido.

O ministro da Saúde, Matt Hancock, está supostamente "aberto" a considerar esta mudança.

No entanto, o Governo está a estudar se esta possibilidade de isentar pessoas vacinadas de países "âmbar" da quarentena seria limitada apenas aos passageiros do Reino Unido que regressam a casa ou a todas as chegadas; que tipo de isenções haveria para aqueles que não estão vacinados; e se os menores de 18 anos ficariam isentos, uma vez que ainda não tiveram tempo de obter as suas vacinas.

Espera-se que a comissão do Gabinete responsável pelas operações relacionadas com a covid-19 discuta estes planos nos próximos quinze dias, potencialmente antes de 28 de julho, quando será revisto o atual sistema de testes e quarentena.

Um porta-voz governamental citado pelo jornal disse que "reconhecendo o sucesso e a forte estratégia do programa de vacinação, começou-se a trabalhar sobre (a possibilidade de) considerar o papel da vacinação na formação de um conjunto diferente de medidas de saúde e testes para as viagens de regresso".

"Ainda está numa fase inicial e não está claro se vai funcionar a tempo para o fim do mês. Há muito para fazer", revela outra fonte.