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A reunião entre o chefe interino do Executivo de Espanha, o socialista Pedro Sánchez, e o seu principal parceiro de Governo, o líder do partido de esquerda Unidas Podemos (UP), Pablo Iglesias, concluiu esta terça-feira sem acordo.

Ambos reuniram-se hoje no Congresso dos Deputados, dentro da ronda de contatos de Sánchez com os principais partidos políticos de modo a encontrar apoios para a sua posse, cuja primeira sessão está fixada para os próximos dias 22 e 23 de julho.

O encontro de quase duas horas concluiu sem avanços a respeito dos anteriores e não serviu para desbloquear as negociações, já que, segundo explicou a porta-voz parlamentar dos socialistas, Adriana Lastra, Iglesias "antepõe os nomes para formar Governo aos conteúdos".

"Não quero pensar que Iglesias esteja à procura de impedir que Espanha tenha um governo de esquerda", disse Lastra em conferência de imprensa depois da reunião.

Fontes do Unidas Podemos indicaram à Efe que Sánchez advertiu a Iglesias que vai convocar eleições se não contar com os apoios para ser investido este mês.

"Constatamos que Pedro Sánchez não quer negociar mas tenta impor unilateralmente um governo de partido único. Não é sensato que o PSOE atue como se tivesse maioria absoluta quando não a tem", indicaram as fontes.

Após a reunião, o partido de Iglesias ressaltou que "não é coerente procurar por igual apoio na esquerda e na direita", já que "as pessoas merecem certezas e garantias", em alusão à chamada do presidente do Governo interino a que o conservador Partido Popular (PP) e Ciudadanos (C's, liberais) não bloqueiem a sua posse.

Sánchez vai-se reunir também hoje com o líder do PP, Pablo Casado, mas não com o do C's, Albert Rivera, que declinou encontrar-se com Sánchez, já que o seu projeto é "antagónico".