EFE

Lviv (Ucrânia)

As forças russas intensificaram hoje os seus ataques nas proximidades de Kiev no dia 17 da guerra, enquanto continua o assédio de Mariupol, no sul, e russos e ucranianos revelaram hoje que estão a negociar em formato de videoconferência após três rondas presenciais.

Na manhã deste sábado reportaram-se intensos combates no noroeste de Kiev e um aeródromo militar em Vasylkiv, ao sul da capital, foi atingido por mísseis russos, enquanto há informações de que as forças russas estão a 25 km de Kiev.

Entretanto, na portuária cidade de Mariupol, ao sudeste, os russos bombardearam a mesquita do sultão Suleiman, o magnífico, informou o Ministério dos Negócios Estrangerios ucraniano no seu site.

"Mais de 80 adultos e crianças escondem-se lá do bombardeio, incluídos cidadãos da Turquia", agregou o Ministério, que não ofereceu mais dados sobre o ataque.

Mariupol, uma cidade de uns 500.000 habitantes no sudeste da Ucrânia e no mar interior de Azov, é um importante núcleo industrial que sofre o assédio russo desde o início do conflito. As autoridades ucranianas conseguiram hoje abrir um corredor humanitário para levar alimentos e medicinas.

A cidade de Mykolaiv, no sudoeste, sofreu fortes bombardeios e também se registaram novos ataques de artilharia e aéreos nas cidades de Nikolaev, Dnipro e Kropyvnytski, no centro do país.

Os ataques do Exército russo estenderam-se na sexta-feira pela primeira vez a populações do oeste do país, próximas às fronteiras com a União Européia, e neste sábado confirmou-se que ficou destruído por completo o aeródromo militar em Lutsk, próximo à Polónia.