EFEGenebra

O presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, deu esta terça-feira o seu apoio à Organização Mundial da Saúde (OMS) na sua gestão da pandemia de COVID-19 e ressaltou que a comunidade internacional deve fornecer ao organismo mais meios de modo a reforçar o seu importante papel de especialista em matérias de saúde.

"Felizmente, em 1948 os nossos líderes criaram a OMS, e agora, 72 anos mais tarde, temos que lhe dar ferramentas para reforçar a sua liderança", destacou Sánchez numa mensagem por videoconferência durante o encerramento da 73ª assembleia anual da organização, este ano centrada na luta contra a COVID-19.

A pandemia, ressaltou o líder espanhol, deu diversas lições à comunidade internacional, mas "infelizmente", com um "custo enorme desde o ponto de vista humano e emocional".

"Desde aqui quero prestar uma sentida homenagem às vítimas feitas por esta pandemia, aos seus familiares e aos seus entes queridos", assinalou Sánchez depois de afirmar que a crise sanitária "colocou à mostra a nossa vulnerabilidade e o facto evidente de que precisamos uns dos outros".

Sánchez assegurou que a assembleia desde ano "deve representar um marco reestruturante para a OMS e uma ocasião para que todos os seus membros renovem o firme e decisivo compromisso com a organização", nas inéditas circunstâncias em que a humanidade se encontra atualmente.

"Espanha acredita firmemente que a única resposta firme à COVID-19 é uma resposta multilateral", ressaltou.

O apoio de Sánchez, semelhante ao dado à OMS por outros líderes mundiais durante os dois dias de reuniões, contrasta com as duras críticas dos Estados Unidos, que durante a assembleia acusaram a organização de ter "falhado" na sua missão de prevenção da pandemia, contribuindo assim para muitas mortes.