EFELisboa

O Partido Socialista avançou na intenção de voto para as legislativas do próximo dia 30 em Portugal, até chegar a 39,6%, dez pontos sobre o conservador PSD, num contexto marcado pelos indecisos e o fantasma da abstenção, segundo as últimas sondagens.

Segundo uma sondagem da Pitagórica para as cadeias de televisão "TVI" e "CNN Portugal", o PS de António Costa sobe 2,6% a respeito da sondagem de dezembro e o PSD cai 1,7 pontos, ficando com 30% dos votos.

Mesmo assim, a subida em intenção de voto do PS não lhe daria a maioria absoluta, pelo que precisaria do apoio dos seus antigos parceiros de esquerda -comunistas e Bloco de Esquerda- que lhe permitiram governar depois das eleições de 2015 e 2019.

Se as eleições fossem hoje, o Bloco de Esquerda (BE) seria a terceira força mais votada com 6,4 %, mais um ponto e meio que em dezembro, mas longe do resultado de 2019, quando chegou a 9,5%.

A coligação formada pelo Partido Comunista e Os Verdes (CDU) continua em sentido decrescente e retrocede 0,8% em janeiro, até 5,1%.

Depois da subida apontada pelas sondagens em dezembro, o partido de extrema-direita Chega baixa (0,6) em janeiro até 5,7% e seria, depois do BE, o quarto mais votado.

A Iniciativa Liberal (IL) cai 0,8 pontos, até 5,1%, o animalista PAN ficaria em 1,8%, enquanto os democrata-cristãos do CDS desabam, com 1,5%, uma descida significativa face aos 4,2% obtidos nas eleições de 2019.

Outra sondagem divulgada esta quinta-feira, realizada pela Barómetro Intercampus para vários jornais portugueses, sublinha que 30% dos indagados, na véspera do início da campanha eleitoral e a 18 dias para as eleições, estão ainda indecisos.

Esta sondagem encurta a distância entre socialistas e conservadores: 29% para o PS frente ao 24,1% do PSD.

O BE seria a terceira força com 7%, seguida do Chega (5,8%) e CDU (4,6%).

Estas eleições antecipadas foram convocadas pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, depois do chumbo do Orçamento para 2022 no Parlamento a 27 de outubro.