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O sul de Madrid acordou esta segunda-feira com fortes medidas para limitar a mobilidade, que afetam 850.000 habitantes distribuídos por seis distritos da capital espanhola, especialmente no sul, e sete outros municípios da região, com o objetivo de abrandar a expansão da COVID-19.

Este semiconfinamento, que afeta as zonas mais deprimidas e povoadas de Madrid, significa que as pessoas só poderão deixar as zonas afetadas para atividades essenciais, como ir trabalhar, frequentar a universidade ou cuidar de uma pessoa idosa.

O dia começou sem incidências, os cidadãos estão a comportar-se "com exemplaridade" e, por agora, não haverá multas. Os agentes limitar-se-ão a informar e começarão a sancionar "nos próximos dias", segundo o presidente da câmara da capital, José Luis Martínez-Almeida.

Para que estas restrições sejam cumpridas vão ser destacados 200 agentes, que na segunda e terça-feira farão controlos aleatórios que serão, em princípio, informativos.

Além disso, entram hoje em vigor outras medidas, como a limitação de reuniões a seis pessoas, redução das capacidades dos estabelecimentos para 50%, limitação dos velórios a quinze pessoas ao ar livre e dez em espaços fechados, redução da capacidade dos locais de culto para 33% e fechar os parques e jardins.

Tanto os residentes das áreas afetadas como os partidos da oposição criticam estas decisões do executivo regional, considerando-as discriminatórias e ineficazes, exigindo reforçar a atenção primária e o rastreamento de contactos de pessoas infetadas.

Em toda a Comunidade, as reuniões sociais ficam limitadas a um máximo de seis pessoas.

Para além destas medidas para conter a pandemia, o Governo regional de Madrid, uma comunidade de 6,6 milhões de habitantes, comprometeu-se a realizar um milhão de testes rápidos.

O Governo de Madrid não forneceu dados oficiais sobre a pandemia durante o fim de semana, mas na sexta-feira passada relatou 1.212 novos casos de coronavírus em 24 horas, enquanto o número de mortes aumentou para 33, mais três do que no dia anterior.

Madrid, além de ser a capital de Espanha, é o centro político e económico do país, bem como um importante centro de comunicação, tanto a nível nacional como internacional.

Para coordenar as medidas para travar a pandemia, esta segunda-feira o presidente do Governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, e a presidente da Comunidade, Isabel Díaz Ayuso, do conservador Partido Popular, reúnem-se após meses de desacordos.