EFECairo

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse hoje na reunião no Kuwait dos ministros dos Negócios Estrangeiros da coligação internacional que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) não foi derrotado, apesar de 98% dos territórios que estiveram sob o seu controlo terem sido libertados.

"Isto significa que não derrotamos o EI completamente porque continua a representar um perigo na região, e se não persistimos nos nossos esforços vamos arriscar o seu regresso", afirmou Tillerson no seu discurso, transmitido pela televisão estatal kuwaitiana.

O Governo iraquiano anunciou no início de dezembro passado a total libertação do país, mas o EI ainda domina alguns redutos na vizinha Síria.

O chefe da diplomacia americana assegurou que o seu país trabalha com a coligação internacional para reforçar os triunfos militares contra o EI e destacou que "é necessário assegurar as zonas libertadas".

Além disso, acrescentou que é importante fornecer financiamento para conseguir a estabilidade.

A reunião da coligação realiza-se à margem da conferência de doadores para a reconstrução do Iraque, que se iniciou ontem e termina amanhã na capital kuwaitiana.

Quanto à Síria, Tillerson prometeu 200 milhões de dólares para apoiar os esforços para estabilizar o país árabe.

Além disso, disse que Washington vai continuar a apoiar as milícias com as quais colabora na Síria, em alusão às Forças da Síria Democrática (FSD), lideradas por curdos, e disse que vão assegurar-se que esses grupos "funcionem com profissionalismo".

Ao mesmo tempo, afirmou que o seu país compreende completamente as preocupações de segurança da Turquia, país que iniciou uma ofensiva contra essas milícias curdo-sírias na região de Afrin, no norte da Síria.

Tillerson deve viajar para a Turquia nos próximos dias, no marco da sua viagem pelo Médio Oriente que iniciou ontem no Cairo e que também inclui escalas na Jordânia e no Líbano.