EFECastillejos (Marrocos)

A situação na cidade marroquina de Castillejos, na fronteira com Ceuta, é de absoluta tranquilidade depois de distúrbios noturnos e confrontos entre a polícia de choque marroquina e os migrantes a poucos quilómetros da passagem fronteiriça de Tarajal.

O movimento na cidade voltou esta manhã à normalidade, há uma presença policial mais visível, com carrinhas e carros da polícia a percorrer ocasionalmente as ruas de Castillejos, e já se vê apenas o habitual movimento humano de pessoas que vão trabalhar ou abrir as suas lojas.

Os candidatos à emigração, que ontem encheram as ruas da cidade numa atitude expectante (embora a fronteira já estivesse fechada) são já escassos, quer sejam marroquinos ou subsaarianos, e também já não se consegue ver desde as estradas pessoas a chegarem de outros pontos com a intenção de passar, como foi ontem o caso durante várias horas.

A poucos quilómetros do acesso à estrada principal para Tarajal, onde na noite de quarta houve confrontos entre tropas marroquinas e migrantes -na sua maioria menores- e onde enormes massas de migrantes se aglomeraram nos últimos dias, a situação é de calma, não há quase ninguém a circular na área e é visível um grande destacamento de segurança.

Não se sabe até agora se houve feridos após os distúrbios de ontem à noite, mas os migrantes apedrejaram vários veículos da polícia e queimaram uma mota depois de suspeitarem que pertencia a um funcionário das autoridades locais.

A zona fronteiriça recupera a calma após três dias tumultuosos com um aumento migratório nunca antes visto na zona que causou a entrada de mais de 8.000 pessoas em menos de 48 horas, 5.600 das quais foram devolvidas a Marrocos, segundo fontes espanholas.

Durante os quatro dias da crise, o Governo marroquino não fez a mínima alusão à situação nem respondeu aos apelos dos meios de comunicação que procuravam encontrar uma explicação para uma avalanche migratória nunca antes registada.