EFEWashington

O presidente dos EUA, Donald Trump, mostrou-se esta segunda-feira aberto a testemunhar perante o Congresso por escrito no marco das investigações para um possível julgamento político contra si, depois de alguns congressistas terem expressado a sua preocupação pelo comportamento do presidente no "caso Ucrânia".

"Apesar de não ter feito nada mau e não gostar de dar credibilidade a este engano sem devido processo, gosto da ideia e irei fazê-lo para que o Congresso volte a focar-se (em temas legislativos). Estou a propor seriamente!", disse Trump no Twitter sobre um hipotético depoimento seu.

O mandatário argumentou que a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, que qualificou de "louca", "nervosa" e de não fazer "nada", fez esta sugestão de maneira pública durante o fim de semana, pelo que Trump está agora a considera-la.

"A presidente da Câmara dos Representantes, a nervosa Nancy Pelosi, que está petrificada pela sua esquerda radical sabendo que cedo se vai, sugeriu no domingo que testemunhe sobre a falsa Caça às Bruxas do Julgamento Político. Também disse que poderia fazê-lo por escrito", apontou Trump.

Esta é a primeira vez que Trump fala sobre a possibilidade de testemunhar perante o Congresso, que até agora tem acolhido várias audiências públicas na primeira fase de investigação para um eventual julgamento político.

As investigações centram-se em determinar se Trump atrasou de maneira consciente a entrega de ajuda militar de 400 milhões de dólares à Ucrânia para obter uma investigação de Kiev sobre o ex-vice-presidente e atual rival político, Joe Biden, e os negócios do seu filho Hunter nesse país.

Ucrânia tem vindo a estreitar a sua relação com os EUA desde 2014, quando Moscovo anexou a península da Crimeia; e, de fato, desde 2014 que o Congresso americano autorizou 1.600 milhões de dólares em assistência militar à Ucrânia.

Caso a Câmara dos Representantes aprove que deve ter julgamento político contra o presidente, esta decisão passa para o Senado, dominado pelos conservadores, para avaliar e votar sobre a sua possível destituição.

Precisamente pela maioria republicana, é pouco provável que o processo termine com Trump fora da Casa Branca.