EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira novas sanções económicas contra o Irão e pediu aos signatários do acordo nuclear de 2015 com o país, como Reino Unido, França e Rússia, para que rompam o atual e negociem outro pacto.

"Os EUA imediatamente vão impor sanções adicionais contra o regime iraniano. Essas sanções irão ficar em vigor até que o Irão mude o seu comportamento", declarou Trump na Casa Branca, cercado pelos membros do alto comando militar, um dia depois do ataque iraniano contra duas bases no Iraque onde estão tropas americanas.

O ataque, que segundo Trump não provocou baixas, apenas "danos materiais mínimos", foi a primeira resposta à morte de Qasem Soleimani, principal líder militar iraniano, na semana passada, perto do aeroporto de Bagdá.

Trump declarou no discurso que, após o lançamento dos mísseis, "o Irão parece estar a recuar, o que é algo bom para todas as partes interessadas e muito bom para o mundo".

O presidente americano pediu aos países signatários para que "rompam com os resquícios" do acordo internacional nuclear (JCPOA na sigla em inglês) firmado com o Irão em 2015 e solicitou à Otan para que se "envolva muito mais" no Oriente Médio.

Por fim, Trump enviou uma mensagem conciliadora.

"Os EUA estão preparados para abraçar a paz con todos aqueles que a buscam", ressaltou.

O Irão assumiu a responsabilidade pelo ataque contra a base de Ain al Asad e alertou que se tratava apenas do início da sua "vingança" pela morte de Qasem Soleimani, considerado um herói no país.

Depois dos ataques iranianos, Trump teve duas reuniões (uma ontem à noite e outra hoje de manhã) na Casa Branca com a sua equipa de segurança nacional, composta, entre outros, pelos secretários de Estado, Mike Pompeo, e de Defesa, Mark Esper, informou no Twitter a porta-voz do Pentágono, Alyssa Farah.