EFEWashington

Acossado pelos chamados a endurecer as leis de posse de armas e a deter o discurso antiimigrante e racista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou na quarta-feira Dayton (Ohio) e El Paso (Texas), duas cidades que se somaram à lista de tiroteios indiscriminados que desde há anos sacodem ao país.

Trump se reuniu, acompanhado pela sua esposa, Melania, com feridos e familiares das vítimas dos massacres de Dayton, onde no domingo passado nove pessoas perderam a vida antes que as autoridades abatessem ao atacante, e El Paso, que o sábado se transformou em cenário de um tiroteio que cegou 22 vidas.

O governante, quem antes de partir de Washington defendeu frente aos jornalistas que a sua retórica não contribuiu para a violência dos tiroteios e, pelo contrário, "une ao povo", foi seguido pelas reivindicações de manifestantes que se reuniram frente ao Hospital Miami Valley de Dayton, onde permanecem vários feridos do domingo.

"Dayton forte", "Ação agora" e "Não mais ódio", cantavam pessoas com cartazes nos quais reivindicam "Façam alguma coisa" para endurecer as normas que permitem a venda e porte de armas no país.

O líder, que permaneceu pouco menos de três horas nessa cidade, publicou posteriormente fotografias e um vídeo da sua passagem pelo hospital de Dayton, onde, garantiu, conheceu às "melhores"pessoas.

As reivindicações aguardavam também ao chefe de Estado no El Paso, uma cidade texana situada justo na fronteira com o México, onde nesta quarta-feira grupos de manifestantes se concentraram em diferentes pontos, mas especialmente no centro comercial onde no sábado passado ocorreu o massacre da qual se assinala como autor a Patrick Crusius, de 21 anos, considerado um supremacista branco.

"Não és bem-vindo aqui", "Queremos uma desculpa", "Trump é um racista, supremacista branco", apontavam os cartazes, entre os que ondeavam bandeiras do México e dos Estados Unidos.