EFE

Lviv (Ucrânia)

O Governo ucraniano já não se conforma com um possível cessar-fogo com a Rússia para parar momentaneamente a invasão do país, e prefere que o exército invasor abandone todo o seu território.

"Não nos ofereçam um cessar-fogo: é impossível sem a retirada total das tropas russas", escreveu esta quinta-feira no Twitter Mykhailo Podoliak, assessor do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e um dos membros da equipa de negociações da Ucrânia.

"A sociedade ucraniana não está interessada num novo 'Minsk' e o regresso da guerra dentro de uns anos. Até que (a Rússia) esteja pronta para libertar completamente as nossas terras, a nossa plataforma de negociação são as armas, as sanções e o dinheiro", acrescentou o assessor presidencial.

Podoliak referia-se com estas palavras ao protocolo de Minsk, um acordo assinado em 2014 na capital da Bielorrússia que tentou pôr fim ao conflito lavrado nas regiões ucranianas pró-russas de Lugansk e Donetsk, no leste da Ucrânia.

O protocolo foi assinado na cidade por representantes da Rússia, das duas regiões, autoproclamadas repúblicas independentes, e da Ucrânia.

A Rússia anexou em 2014 a península da Crimeia, território que colocou sob a sua administração, enquanto o conflito separatista continuou em Lugansk e Donetsk, que formam o Donbass, onde operam guerrilhas pró-russas que são ajudadas por Moscovo.