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O bloco da direita vai ganhar as próximas eleições gerais espanholas de 10 de novembro, segundo as últimas sondagens publicadas esta segunda-feira por três jornais espanhóis, enquanto outro dá a vitória à esquerda, embora nenhum dos dois consiga maioria suficiente para governar.

Dada a pluralidade dos partidos políticos à escala nacional que se candidatam a estas eleições com possibilidade de conseguir cadeiras, nenhum tem possibilidades a solo de obter votos suficientes para uma maioria absoluta parlamentar, pelo que se tem falado de blocos ideológicos ao longo da campanha.

O bloco formado pelo PP (conservador), Ciudadanos (liberais) e Vox (extrema-direita) vai ganhar as eleições segundo os jornais ABC, La Razón e El Español, por uma margem estreita, enquanto o El Mundo dá a vitória à esquerda, integrada por socialistas (PSOE), Unidas Podemos e Más País.

As sondagens de hoje são as últimas que podem ser divulgadas antes das eleições de domingo, dia 10.

Segundo estes resultados, nenhum dos dois blocos consegue a maioria absoluta para governar (176 cadeiras), já que o ABC dá entre 158 e 161 cadeiras ao PP, Vox e Cs, e entre 151 e 157 à esquerda; o La Razón estima que a direita somaria entre 153 e 163 deputados e a esquerda entre 150 e 158; e o El Español entre 150 e 166 e entre 147 e 162, respetivamente.

O jornal El Mundo dá os partidos da esquerda como vencedores, com entre 157 e 170 cadeiras, dando à direita entre 144 e 160.

Todos coincidem na subida do PP e, sobretudo, do Vox, frente à forte queda do Ciudadanos.

O jornal mais lido, o El País, dava ontem a vitória ao PSOE, que baixa de 123 a 121 deputados, enquanto os conservadores do PP passariam de 66 a 91 deputados e o Vox seria a terceira força ao passar de 24 a 46 deputados.

Os líderes políticos vão tentar esta noite no único debate da campanha ganhar o voto dos indecisos e combater a abstenção, de modo a poder romper esse hipotético empate técnico.

Foi precisamente o bloqueio político e a falta de entendimento entre os partidos depois das eleições do passado mês de abril que levou à repetição eleitoral deste próximo domingo e, segundo as sondagens, tudo parece indicar uma repetição do mesmo mapa eleitoral.