EFEParis

A União Europeia ainda não renovou o contrato com a AstraZeneca para o fornecimento de vacinas contra a covid-19, que vence no mês de junho, após incumprimento por parte da empresa quanto a entregas, disse este domingo o comissário Europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton.

"O contrato atual vigora até ao final de junho e por enquanto não renovamos o pedido para depois desse período. Vamos ver o que acontece", disse Breton numa entrevista ao canal de televisão FranceInfo.

O político francês afirmou que as falhas da AstraZeneca são essencialmente a razão pela qual a UE teve um início mais lento da sua vacinação nos primeiros meses do ano. Isso porque o laboratório anglo-sueco deu preferência aos envios para outros países, tais como Reino Unido ou Israel.

Breton disse também estar "absolutamente certo" de que os problemas de abastecimento acabaram e que o bloco político terminará o ano com uma capacidade de produzir mais de 3.000 milhões de vacinas por ano. Segundo ele, graças ao aumento de produção, a UE poderá ter 70% da sua população vacinada até meados de julho.

A Comissão Europeia anunciou no final de abril o início de um processo judicial contra a AstraZeneca por violação do seu contrato de fornecimento. Bruxelas argumentou que a farmacêutica só entregou 29,8 milhões de doses no primeiro trimestre do ano, com outros 70 milhões esperados para o segundo trimestre, em comparação com os 400 milhões previstos no contrato para os primeiros seis meses de 2021.

Breton acrescentou que as 1.800 milhões de doses adicionais que a UE contratou com a Pfizer para entrega entre 2021 e 2023 poderão custar mais do que o esperado, embora tenha evitado entrar em detalhes. "Pode haver um custo adicional, mas irei deixar isso para as autoridades competentes detalharem no devido tempo", disse.