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A vacina desenvolvida pela universidade inglesa de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca contra a covid-19 previne 70,4% dos casos, segundo os resultados preliminares difundidos esta segunda-feira.

Estes dados contrastam com a eficácia de 95% mostrada pelas vacinas da Pfizer e da Moderna, embora o produto britânico seja mais barato e fácil de conservar.

Os investigadores assinalaram que o seu preparado "é eficaz ao prevenir que muitas pessoas fiquem doentes e demonstrou que funciona bem em diferentes grupos de idade".

Mais de 20.000 voluntários -metade no Reino Unido e o resto no Brasil- participaram na terceira fase dos ensaios clínicos organizados pela universidade de Oxford, que já deram bons resultados de segurança na segunda fase.

Na última experiência houve 30 casos de covid em pessoas que tinham recebido duas doses deste antídoto e 101 no grupo de controlo que receberam uma injeção inócua.

Um dado que ainda não se consegui explicar, segundo a BBC, é que a eficácia da vacina aumentou para 90% num grupo de voluntários que recebeu primeiro uma meia dose e depois uma dose completa.

A 19 de novembro, os investigadores de Oxford informaram que a segunda fase dos ensaios clínicos demonstrou que a sua vacina é segura, com poucos efeitos secundários, em pessoas saudáveis mesmo com mais de 70 anos de idade e causa uma resposta imunitária em todos os grupos etários, tanto com uma dose baixa como com uma normal.

Sarah Gilbert, professora de vacinologia de Oxford e responsável do projeto, disse que o anúncio de hoje "aproxima-nos mais um passo do momento em que podemos usar vacinas para acabar com a devastação causada pela covid-19".

"Vamos continuar a trabalhar com os reguladores (que devem licenciar a vacina). Tem sido um privilégio fazer parte de um esforço multinacional que irá colher benefícios para todos", disse.