EFELondres

O editor-chefe do site WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, considerou esta segunda-feira que a reabertura na Suécia do caso do suposto crime de violação contra Julian Assange vai permitir ao jornalista "limpar o seu nome" e negou que este tenha "evadido" o interrogatório das autoridades suecas.

A Procuradoria sueca comunicou hoje que vai reabrir o caso e ativar a ordem de detenção europeia depois de o ter fechado há dois anos devido à impossibilidade de avançar na investigação.

"Desde que a investigação foi fechada em 2017, recebemos informação sobre a destruição de arquivos e correspondência em nome das autoridades suecas e do Reino Unido, seguramente um obstáculo para uma investigação exaustiva", acrescentou Hrafnsson.

Assange, detido no passado 11 de abril na embaixada do Equador em Londres depois deste país lhe ter retirado o asilo, encontra-se detido numa prisão de Londres enquanto se resolve um pedido de extradição solicitado pelas autoridades dos EUA.

Nesse sentido, o editor-chefe do WikiLeaks afirmou que, desde a sua detenção no mês passado, houve muita pressão política sobre a Suécia para que reabrisse a sua investigação.

"Este caso foi sempre mal abordado", afirmou o representante do WikiLeaks.

"Assange esteve sempre disposto a responder a qualquer pergunta das autoridades suecas e ofereceu-se para o fazer repetidas vezes durante seis anos. A afirmação estendida pela imprensa que Assange evadiu o interrogatório sueco é falsa", disse.

A procuradora superior adjunta Eva-Marie Persson aludiu esta segunda-feira à mudança nas circunstâncias pessoais do acusado para reativar o caso contra o jornalista australiano.

Além de capturar Assange por um pedido de entrega dos EUA, a Polícia britânica prendeu-o por violar as condições de liberdade condicional impostas pela Justiça britânica em 2012 relativamente a uma solicitação de extradição à Suécia.