EFELisboa

O governante Partido Socialista (PS) continua a aumentar a sua vantagem nas intenções de voto frente aos conservadores do PSD, incapazes de deter uma tendência decrescente que afeta especialmente o seu líder, o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, segundo uma sondagem divulgada hoje.

A sondagem mensal da Eurosondagem, publicada pelo semanário Expresso, constata que a tendência mantém-se nos principais partidos de Portugal, onde os socialistas ganhariam hoje as eleições com 38,3% dos votos.

O resultado, que melhora em meio ponto os dados obtidos na sondagem anterior, contrasta com a queda dos social-democratas do PSD, que obteriam 28,8%, menos duas décimas que na anterior medição e o pior resultado desde as eleições legislativas de 2015.

A descida do PSD é tal que também não conseguiria superar o PS mesmo que se juntasse ao outro partido conservador do país, o CDS, que obteria 7,2% dos votos (mais duas décimas que na sondagem anterior).

Entre os membros da esquerda que apoiam os socialistas no parlamento, o marxista Bloco de Esquerda mantém-se sem mudanças como a terceira força mais votada com 9,2%, enquanto a coligação de comunistas e ecologistas CDU sobe até 8% (mais três décimas).

Além das intenções de voto, a Eurosondagem mede a popularidade dos principais líderes políticos, liderada pelo presidente de Portugal, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que completa o seu primeiro ano no cargo, com uma nota de 58,2 pontos (mais 3,8 pontos).

Marcelo Rebelo de Sousa é seguido pelo primeiro-ministro, António Costa, com 31,8 pontos (mais 2,5 que na sondagem anterior), embora a mudança mais relevante se produza na terceira posição.

É aí onde o veterano líder comunista Jerónimo de Sousa avantaja com 10,4 pontos (mais 2,5) quem ultimamente ocupava essa posição, Passos Coelho, que cai para o quarto lugar com 10,3 pontos, uma nota que, contudo, melhora um ponto a respeito da medição anterior.

O estudo da Eurosondagem, realizado com entrevistas telefónicas a 1.011 cidadãos maiores de idade entre os passados 1 e 8 de março, conta com uma margem de erro de 3,08%.