EFELisboa

Uma greve nacional de médicos convocada esta terça-feira em Portugal registou durante a manhã uma adesão entre 75% e 85%, e inclusivamente 100% em algumas unidades, segundo dados do convocante Sindicato Independente dos Médicos.

Os médicos começaram hoje uma greve nacional de dois dias, à qual se juntaram depois os enfermeiros, pela "dignidade da profissão e por um melhor serviço nacional de saúde", segundo indicou o sindicato, que exige mais recursos para poder atender os pacientes.

Os profissionais da saúde reivindicaram, entre outros, a redução das listas de consultas, a limitação do tempo de espera em urgências e uma nova oferta salarial, que deveria ter acontecido "em janeiro de 2015", afirmam.

Além disso, prevê-se uma manifestação durante esta terça-feira frente ao Ministério da Saúde em Lisboa.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Roque da Cunha, afirmou que na medicina geral e de família a greve está a ter uma adesão de até 85%.

Além disso, nas consultas externas dos hospitais, estima-se que o apoio à greve está entre 75% e 80% dos trabalhadores.

Segundo Roque da Cunha, há uma paralisação total em hospitais como o de São José em Lisboa, no qual os cinco blocos cirúrgicos estão parados, assim como noutros dois hospitais, um em Lisboa e outro perto do Porto.

As denúncias de enfermeiros e médicos foram frequentes nos últimos meses, nas quais lembraram que o orçamento para a saúde pública lusa em 2018 ficou em 4,3% do PIB nacional, a menor percentagem dos últimos 15 anos.