EFEAlcañices (Zamora)

A bomba de gasolina de Alcañices (Zamora), próxima da fronteira com Portugal, ficou na manhã de sexta-feira sem gasolina 95 com a maior procura de combustível desde o passado fim de semana graças à greve de motoristas de matérias perigosas de Portugal.

A bomba de gasolina, das últimas da estrada nacional espanhola 122 antes de ligar à fronteira com a A4 de Portugal, registou um aumento da venda de gasolina de 30%, em consequência da greve que causou restrições no abastecimento de combustível em Portugal.

O gerente da bomba de gasolina Fertol de Alcañices, Domingo Fernández, reconheceu à EFE que a greve portuguesa teve um efeito "para bem" para o seu estabelecimento, com um aumento de 30%.

A maior procura foi tal que esta sexta-feira pela manhã a gasolina 95 tinha esgotado. O posto espera que um camião com combustível deste tipo chegue ao início da tarde para encher os depósitos.

"A greve confundiu-nos um pouco, porque não sabes quanto vai durar e, se pedes produto a mais, depois os camiões não te entram", explicou.

O fato de estar junto à fronteira faz com que a maior parte dos veículos que se dirigem a Portugal por esta estrada parem antes de entrar em território luso, mesmo que seja para reabastecer apenas cinco ou seis litros para ter o depósito cheio.

A este respeito, o gerente da bomba de gasolina espanhola assinalou que as pessoas têm "muito medo, e antes de entrar em Portugal procuram fazê-lo com o veículo cheio".

Também houve clientes de Portugal que vão expressamente a Alcañices para meter gasolina, algo que acontece durante todo o ano graças à diferença de preços entre ambos países, embora agora haja muitos mais clientes portugueses.

Esta maior procura levou a bomba Fertol de Alcañices a aumentar o seu número de funcionários, passando a oito trabalhadores por turno em vez dos cinco que havia antes nesta época do ano, que por si só é já uma das de maior procura de combustível.