EFELisboa

O turismo da região do Algarve celebra, embora com cautela, a decisão da Alemanha de retirar Portugal da sua "lista vermelha" para viagens, eliminando assim o requisito de uma quarentena no regresso das férias. O que vai acontecer agora, dizem, é uma "incógnita".

"Naturalmente que é uma boa notícia, que recebemos de bom grado, mas desde o anúncio anterior (de incluir Portugal na "lista vermelha") houve um impacto de cancelamentos de viagens, operações, ligações aéreas que precisam de ser retomadas", disse à Efe o presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes.

Um dia depois de saber que Berlim não já não vai impor quarentenas aos que passam férias em Portugal, Fernandes mostra-se cauteloso.

"O impacto que terá no Algarve é ainda uma incógnita, na medida em que tínhamos uma operação muito interessante com este mercado, que foi interrompida e que tentaremos retomar o antes possível", disse.

A região estimava para julho "cerca de 311 voos da Alemanha e mais de 56.000 lugares em aviões disponíveis que obviamente não se materializaram, em grande parte após o anúncio de colocar Portugal numa zona de variantes de risco", explicou Fernandes.

"Agora vamos ver, temos tudo pela frente, é uma incógnita", acrescentou.

A dúvida surge no início de um verão em que esperavam ter alguma recuperação após o descalabro vivido em 2020.

O mercado fundamental para o Algarve é o britânico, que representa um quarto do número total de visitantes, embora o turista alemão represente "num ano normal" entre 8 e 9% do total anual de dormidas em hotéis.

Sem saber se haverá tempo para recuperar as visitas estimadas em julho, Fernandes está confiante de que a "robusta procura nacional" se mantenha e que os turistas espanhóis procurem passar alguns dias de descanso na região.