EFELisboa

O Algarve, uma das regiões portuguesas mais turísticas e onde se encontra o circuito de Portimão, que acolhe a partir desta sexta-feira uma prova do mundial de MotoGP, vai perder cerca de 84 milhões de euros em receitas devido à ausência de público nas bancadas causada pela pandemia de covid-19.

Segundo informou à Efe João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve, pertencente ao ministério da Economia português, as receitas estimadas pela celebração da prova de motociclismo irão rondar os 6 milhões de euros, enquanto que com público seriam de 90 milhões.

Estas receitas correspondem à presença dos membros das diferentes equipas que vão participar nas provas de Moto 2, Moto 3 e MotoGP, que se vão disputar entre esta sexta-feira e domingo no Circuito Internacional do Algarve, em Portimão, com capacidade para 100.000 espectadores.

No geral, segundo Fernandes, este tipo de provas costumava receber, quando era a permitida a presença de público, 50% de portugueses e o resto estrangeiros.

A maioria dos estrangeiros vinham de Espanha, "sobretudo das regiões da Andaluzia e Extremadura", assegura o presidente do Turismo do Algarve.

Além disso, Portimão recebia milhares de fãs oriundos de vários pontos da Europa, embora não entrassem no recinto.

Estes também não vão poder estar, já que a fronteira terrestre de Portugal com Espanha está com restrições, apenas podendo ser cruzada por transporte de mercadorias e trabalhadores transfronteiriços.

Este é o segundo ano consecutivo que a prova é disputada sem público, mas o setor turístico vê-o com otimismo, pois é uma consolidação deste circuito, o que poderá levar a outras edições com a presença de fãs.

Para além do MotoGP, Portimão vai acolher, também pelo segundo ano consecutivo, uma das etapas do mundial de Fórmula 1, de 30 de abril a 2 de maio.

Esta edição será sem público, ao contrário do ano passado, onde foi permitida a presença de fãs, o que gerou uma forte polémica em Portugal.