EFELisboa

O primeiro-ministro português, António Costa, disse esta quinta-feira que espera que o bloqueio provocado pelo veto da Polónia e Hungria ao orçamento europeu se possa resolver este ano, durante a presidência alemã, e ressaltou que, com a segunda vaga, é ainda mais urgente avançar com o fundo de recuperação.

"Desejo o melhor à presidência alemã para que possa fechar este assunto", assinalou Costa em conferência de imprensa em Lisboa depois da cimeira por videoconferência de líderes, recordando que a presidência portuguesa, que arranca a 1 de janeiro, já tem "uma carga de trabalhos importante".

O objetivo da presidência rotativa de Portugal é "pôr em marcha o orçamento aprovado, e para isso é fundamental que fique definido", assinalou o primeiro-ministro que, questionado sobre a possibilidade de um plano de recuperação continuar em frente sem a Polónia e Hungria, não quis "especular".

As "soluções alternativas, intergovernamentais" farão perder ainda mais tempo, alertou o chefe do Governo português, que avisou que o bloqueio não pode ser ultrapassado "pondo em perigo valores fundamentais da União Europeia".

Ainda assim, mostrou confiança que, mais cedo ou mais tarde, os fundos do plano de recuperação vão chegar: "Não tenho a menor dúvida. Não sei dizer quando, mas vamos ter programa de recuperação".