O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, juntou-se à onda de rejeição do futebol luso à Superliga europeia.

A proposta de criar uma liga europeia à margem da UEFA e com apenas 20 equipas participantes (15 fixos) "tem de ser recusada sem nenhuma hesitação", assinalou Costa no Twitter.

"Os princípios da solidariedade, da valorização do resultado desportivo e do mérito não podem estar à venda", disse.

A sua postura está alinhada com a do presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, que esta segunda-feira se opôs de maneira "frontal" ao projeto.

Proença descreveu a Superliga como uma tentativa "desenhada por uma pequena elite com intenções exclusivas" que "colocaria em causa todos os alicerces fundamentais em que o futebol sempre se desenvolveu".

Já Frederico Varandas, presidente do Sporting, considerou que a iniciativa está "contra todos os princípios democráticos e de mérito que devem imperar no futebol".

Também o presidente do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, revelou numa entrevista divulgada pelo clube que "houve contactos informais de alguns clubes", sem revelar quais, mas não lhes deram "grande atenção" por diversas razões.

A principal é que "a União Europeia (UE) não permite que haja um circuito fechado de provas como a NBA"

Além disso, recordou: "Estando a Federação Portuguesa de Futebol contra isso e fazendo parte da UEFA, não podemos participar numa coisa contrária aos princípios e regras da UE e da UEFA".