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O primeiro-ministro português, António Costa, afirmou esta quarta-feira que Portugal vai participar "de forma adequada às circunstâncias" no reforço das tropas da NATO, embora também tenha admitido que não pode especificar quando é que o país estará em condições de destinar 2% do seu PIB à defesa.

À sua chegada à cimeira da Aliança que começa esta quarta em Madrid, o líder socialista português apontou à imprensa que espera que a NATO especifique as novas necessidades militares, a fim de definir a contribuição portuguesa.

"Vamos participar de forma adequada às circunstâncias", disse o primeiro-ministro, que recordou que Portugal tem feito um grande esforço militar nos últimos dois anos e que continuará a fazê-lo para cumprir os compromissos adquiridos.

No entanto, admitiu, Portugal não pode comprometer-se com uma data específica para chegar ao objetivo de 2% do Produto Interno Bruto para a defesa.

Portugal "assume os compromissos que pode cumprir" e "não podemos comprometer-nos objetivamente com uma data, numa situação de incerteza na economia global".

De momento, acrescentou, Portugal vai cumprir o seu compromisso de chegar a 1,66% do PIB até 2024.