EFELisboa

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, minimizou esta segunda-feira as possíveis diferentes entre os membros da União Europeia (UE) sobre a liberalização de patentes das vacinas e ressaltou que o "verdadeiro bloqueio" está na produção.

"A grande maioria dos países da UE têm a mesma posição", ou seja, a de não quebrar a proteção dos direitos, disse Costa em conferência de imprensa conjunta com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, com quem se reuniu hoje em Lisboa.

"Há alguma fábrica que não produza por falta de licença?", perguntou Costa, que considerou "injusto" que se difunda a ideia de que a Alemanha está a bloquear a posição da UE de liberalizar as patentes.

Outra das chaves passa pela "solidariedade e cooperação" internacional, tais como o mecanismo COVAX.

"O essencial é assegurar o acesso universal às vacinas", acrescentou o primeiro-ministro português, e recordou que a UE é o único território do mundo que exportou quase metade das vacinas que produziu.

O presidente argentino, contudo, manifestou o seu apoio à postura do papa Francisco, que se mostrou a favor da suspensão temporária dos direitos para facilitar o acesso universal às vacinas.

"A vacina tem de ser um bem global", disse Fernández, e denunciou que "90% das vacinas são produzidas por dez países".