EFELisboa

O ex-ministro socialista Armando Vara foi condenado esta terça-feira a dois anos de prisão por branqueamento de capitais na chamada "Operação Marquês", que tem como principal arguido o antigo primeiro-ministro José Sócrates.

Vara foi o primeiro dos acusados da "Operação Marquês" a sentar-se no banco e foi julgado num processo separado do resto por decisão do juiz de instrução por um delito de branqueamento de capitais.

Ministro entre 1999 e 2000, Armando Vara cumpre atualmente uma pena de cinco anos de prisão por tráfico de influências noutro processo e saiu do estabelecimento prisional onde se encontra para poder estar em julgamento, que começou no passado junho.

Vara foi julgado por atos cometidos em 2006, quando era administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), por supostamente ter utilizado um esquema de lavagem de dinheiro entre Portugal e Suíça.

Numa primeira reação, a sua defesa disse à imprensa local que ponderam um eventual recurso.

Vara foi alvo do primeiro julgamento relativo à "Operação Marquês", que tem como protagonista o ex-primeiro ministro socialista José Sócrates, que será julgado por três delitos de branqueamento de capitais e três de falsificação de documentos, mas não se sentará no banco dos réus por nenhum dos delitos de corrupção que o Ministério Público lhe atribuía.