EFELisboa

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, e o autarca de Lisboa, Fernando Medina, lançaram hoje um concurso público para ampliar com duas estações o metro de Lisboa, uma operação que vai contar com um investimento de 210 milhões de euros e terminar em 2023.

As novas estações, situadas nos bairros de Santos e Estrela, irão alargar o percurso de duas das quatros linhas com as quais o suburbano da capital portuguesa conta, transformando uma delas numa linha circular.

As autoridades confiam em fechar os contratos no início do verão para que as obras comecem em outubro, disse hoje o ministro do Ambiente, a cargo do transporte, João Pedro Matos Fernandes.

"Nós estimamos assinar o contrato entre junho e julho, o que permitirá que a obra propriamente dita se inicie em outubro deste ano de 2019", afirmou em entrevista à emissora TSF.

Com esta remodelação, defendeu, não só se vai aumentar o número de passageiros como se vai reduzir o tempo de espera entre comboios, uma das queixas frequentes dos utentes.

"Vamos conseguir ter comboios a passar com intervalos inferiores a quatro minutos entre eles. Estamos a falar de mais 8,9 milhões de passageiros por ano em consequência desta nova empreitada", assegurou.

A extensão do metro de Lisboa é uma questão controversa no país, onde nos últimos dias se multiplicaram as críticas políticas e cidadãs.

Grande parte das queixas dirigem-se aos efeitos da obra, recolhidos num estudo de impacto ambiental que destaca o desvio do trânsito durante anos em algumas das principais avenidas da cidade, assim como da linha de comboio que une Cascais com a capital, utilizada diariamente por centenas de trabalhadores.

Além disso, o texto adverte de "danos ou eventuais colapsos" no aqueduto da cidade, classificado como monumento nacional.

À luz destes perigos aumentaram as acusações de "eleitoralismo" ao socialista António Costa por lançar o concurso a nove meses das eleições legislativas, algo que o primeiro-ministro negou, argumentado que a campanha ainda "não arrancou".