EFEMérida

A União de Consumidores da Extremadura (UCE) recebeu mais de uma centena de queixas desde o início desta segunda-feira sobre o parque temático de Natal aberto em Lisboa por considerar que houve publicidade enganosa, "já que a realidade não tem nada a ver com o que se anunciava".

O porta-voz da UCE, Laly Bermejo, explicou à Efe que também estão a ter conhecimento de que estão a ser criados grupos de afetados nas redes sociais composto por pessoas que já foram este fim de semana, atraídos pelo que era vendido como o maior parque temático do Natal da Europa.

A localidade extremenha de Villanueva del Fresno, um dos muitos municípios que tinha organizado excursões, suspendeu a viagem prevista para o próximo 21 de dezembro.

"Depois de comprovar que o parque temático Capital do Natal, para o qual estava previsto uma excursão, não cumpre nem as mais mínimas expectativas, e depois de nos pôr em contato com várias pessoas que já visitaram este parque, vemo-nos obrigados a cancelar esta excursão", informou através das redes sociais.

"Não podemos permitir brincar com as esperanças dos mais pequenos", acrescentou. Este comentário também tem sido expressado por várias pessoas que já visitaram o parque ou têm previsto fazê-lo nas próximas datas a partir das fotografias mostradas pelos primeiros.

"Não se pode enganar com a esperança das crianças", "não tem nada a ver o que a realidade oferece" ou "publicidade enganosa....vendem um conto de fadas e é um charco de lama" são alguns dos comentários redigidos por utilizadores.

Bermejo explicou que a organização de consumidores quer "liderar" essas denúncias, para as quais habilitaram um endereço de e-mail, pedindo aos afetados, tanto os que já foram como os que já compraram bilhete, que mandem toda a documentação que tenham.

Além disso, explicaram que estão a tentar contatar com a empresa promotora, já que se trata de publicidade enganosa "porque se fala de qualidades que o parque tem que não são reais".

Segundo acrescentou, a lei europeia estabelece que a publicidade é uma relação contratual que há que levar a efeito, "pelo que tudo o que seja acrescentar qualidades a um serviço que não as tem não deixa de ser um engano para o consumidor".

A UCE vai solicitar a devolução dos bilhetes, mas reconhece que por ser uma reclamação transfronteiriça há mais problemas quanto a uma possível devolução dos bilhetes comprados.

Bermejo indicou que para este tipo de serviços, como acontece com os concertos, ainda que a compra seja "online", não está vinculado o direito de desistência durante catorze dias de outros produtos.

"O responsável é o promotor e por esta publicidade enganosa pedimos a devolução", disse Bermejo, que acrescentou que primeiro fará a reclamação extrajudicial, mas caso seja necessário irão pela via judicial.