EFELisboa

O primeiro-ministro de Portugal, o socialista António Costa, vai apresentar esta segunda-feira ao presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, a lista completa para o seu novo Governo, com todos os secretários de Estado.

O gabinete do socialista e a página oficial da Presidência confirmaram hoje que Costa e Rebelo de Sousa irão reunir-se esta segunda-feira no Palácio de Belém, residência do chefe de Estado, encontro no qual será apresentada a lista completa, com os secretários de Estado.

Costa já tinha apresentado ao presidente na terça-feira passada a lista com os 19 ministros que vão conformar o seu gabinete, dos que 8 são mulheres, e terá quatro "superministros", numa tentativa de reforçar "o núcleo duro" para enfrentar os desafios do próximo curso político.

O socialista, que irá governar em minoria sem acordos de legislatura com a esquerda, mantém pesos pesados como os ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e das Finanças, Mário Centeno, o chefe do Eurogrupo e rosto do chamado "milagre português".

Não obstante, a pasta das Finanças vai perder peso em detrimento da Economia, liderada outra vez por Pedro Siza Vieira, que passa a ser o "número dois" de Costa e assumirá também a área de Transição Digital.

Rebelo de Sousa afirmou na quinta-feira passada que esperava poder dar posse ao novo Executivo na quarta-feira, um dia depois da constituição da Assembleia da República.

No entanto, a cerimónia poderia atrasar-se devido a uma formalidade no apuramento do voto dos residentes no exterior, conhecido na quinta-feira passada.

O líder da oposição, o PSD (centro-direita), que obteve dois dos quatro deputados procedentes do voto no exterior, apresentou uma queixa ao Tribunal Constitucional sobre os votos recebidos sem o comprovativo do cartão do cidadão.

Estes votos foram contabilizados como "nulos", e o PSD alega que deveriam ser tomados como abstenção.

Enquanto esta queixa não se resolver, os resultados oficiais não podem ser publicados no Diário da República, pelo que a constituição da Assembleia e a posse do Executivo poderiam ficar adiados vários dias.

Uma vez investido o Executivo, Costa deve apresentar o seu programa de Governo na Assembleia e conseguir que não seja rejeitado por uma maioria.

Os socialistas contam com 108 deputados, a oito dos 116 necessários para a maioria absoluta.