EFELisboa

Portugal registava esta quinta-feira 60 mortos e 3.544 positivos por COVID-19, enquanto crescem as críticas dos trabalhadores de saúde ao Governo de António Costa pela falta de equipamentos de proteção e diagnóstico nos hospitais.

A pandemia mantém sob vigilância quase 15.000 pessoas em todo o país, embora as zonas mais atingidas sejam o Norte e a região de Lisboa.

O aumento dos contágios levou à declaração da fase de "mitigação", que endurece os sistemas de controlo, habilita áreas específicas nos hospitais para tratar doentes de COVID-19 e estabelece que apenas os pacientes mais graves serão internados.

As autoridades de saúde voltaram a pedir à população que reduza ao mínimo o contacto social, enquanto o Governo mantém a recomendação de teletrabalho nas atividades que o permitam.

O Executivo português afirma que a situação está sob controlo e que os hospitais têm equipamento suficiente, mas há críticas crescentes do setor de saúde pela falta de proteção dos profissionais e de testes de diagnóstico para os pacientes.

Nas últimas horas houve casos de médicos e enfermeiros com positivo para coronavírus que continuaram o seu trabalho em hospitais do país sem terem sido submetidos a testes.

A linha telefónica habilitada para consultas sobre o coronavírus está saturada, e as máscaras e gel desinfetante estão esgotadas nas farmácias há várias semanas.

As autoridades portuguesas, que anunciaram esta semana a compra de equipamentos à China, apressaram-se hoje a assegurar que são distintos aos que foram adquiridos por Espanha, onde foram denunciados erros em milhares de testes de diagnóstico chineses.