EFEHaia

Pelo menos 33 traficantes de menores foram detidos durante uma operação liderada por Portugal, Espanha e Reino Unido, que permitiu a identificação de 92 vítimas, em especial menores potencialmente não acompanhados, informou esta sexta-feira a agência de coordenação policial Europol.

A operação, que também esteve apoiada pela Agência Europeia de Fronteiras (Frontex) e contou com a participação de 18 países, foi realizada entre 28 de junho e 4 de julho, e permitiu a identificação de 45 suspeitos de tráfico humano durante esses dias, além dos 33 traficantes detidos pelos agentes.

Segundo a Europol, a operação centrou-se em menores potencialmente não acompanhados ou que terão escapado de centros de refugiados, que são frequentemente vítimas de redes que lhes fornecem documentos de identidade falsos, pelo que os menores detetados nas fronteiras ou os que viajavam já dentro da União Europeia foram incluídos na investigação.

Outro dos focos estava no tráfico de menores dentro da UE, onde as crianças são frequentemente traficadas por membros da sua própria família, como parte de grandes clãs familiares, e são alvos de tráfico principalmente com fins de mendicidade, delinquência forçada ou exploração sexual.

Segundo a Europol, os menores de países de fora da UE podem tornar-se vítimas de traficantes, "que colaboram com os adultos que acompanham as crianças fingindo ser seus familiares ou tutores legais" para cruzar as fronteiras.

"O tráfico de menores continua a ser pouco denunciado. Os traficantes focam-se nos grupos mais vulneráveis, entre os quais as crianças. Os menores são traficados para exploração sexual e laboral, e são forçados a mendigar ou cometer vários crimes, tais como contrabando de bens ilícitos e pequenos delitos", explica a Europol.

Esta operação contou com a participação da Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, Alemanha, Islândia, Letónia, Lituânia, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.