EFELisboa

O diretor do Open do Estoril, João Zilhão, garantiu esta quarta-feira que o tenista sérvio Novak Djokovic não seria autorizado a participar na competição portuguesa caso acontecesse uma situação parecida à que o número um do mundo tem vivido para competir no Open da Austrália.

"Não, em absoluto", foi a contundente resposta do diretor em declarações ao canal CNN Portugal depois de ser perguntado sobre o tenista sérvio, que reconheceu que entrou na Austrália sem declarar corretamente os países que tinha visitado anteriormente e que, inclusivamente, tinha concedido uma entrevista presencial sabendo que estava infetado com covid-19.

"Cada jogador que vem, seja o número um, dois ou três do mundo, não pode falsificar documentos, não pode mentir...", afirmou Zilhão.

Para a próxima edição do Open do Estoril, de 25 de abril a 1 de maio, a organização vai seguir "escrupulosamente" as normas difundidas pela ATP e informar devidamente os desportistas para que as cumpram, assim como a regulamentação imposta pela Direção-Geral da Saúde (DGS) em vigor nessas datas.

"Cada país tem as suas regras, a Austrália tem regras extremamente exigentes, toda a gente que queria jogar no Open da Austrália seguia as regras. Se ele se tivesse vacinado, nada disto teria acontecido", ressaltou o diretor do Open do Estoril, que destacou que a grande maioria dos tenistas estão vacinados.

Djokovic tem estado envolvido em polémica depois de ter tentado entrar na Austrália com uma isenção médica, dado que não está vacinado contra a covid-19, mas o seu visto foi recusado e o tenista ficou retido num hotel de Melbourne.

Dias mais tarde foi colocado em liberdade.

Além disso, Djokovic, que procura ganhar o seu décimo título do Open da Austrália e o vigésimo primeiro Grand Slam- reconheceu que foi a uma entrevista com um meio de comunicação francês a 18 de dezembro, um dia depois de ter recebido um teste positivo para covid-19.

Além disso, indicou que o seu agente cometeu involuntariamente um "erro humano" ao preencher o seu formulário de entrada na Austrália sobre as viagens que o desportista fez nos 14 dias antes da sua chegada ao país oceânico, ao não declarar uma deslocação entre Espanha e Sérvia.