EFELisboa

Portugal cresceu 0,3% no terceiro trimestre, abaixo do 0,6% que registou durante a primeira metade do ano, embora tenha-se mantido em 1,9% relativamente ao mesmo período do ano passado, segundo os dados publicados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística.

Os dados do INE do produto interno bruto (PIB) confirmam que a economia portuguesa abrandou entre julho e setembro face ao trimestre anterior, quando cresceu 0,6%.

Ainda que o consumo privado -que subiu 2,3% no último ano- tenha animado o crescimento, o impacto da queda da procura exterior, -0,6% quanto ao segundo trimestre- e do investimento foi determinante na desaceleração.

As exportações reduziram-se 0,8% -seis décimas acima das quedas de 0,2% que se têm vindo a contabilizar desde princípios do ano-, enquanto as importações aumentaram 0,7% relativamente ao segundo trimestre.

Os analistas locais atribuem os números ao impacto da incerteza económica mundial, e em especial à situação que se vive em países como Espanha, Alemanha ou Reino Unido, alguns dos principais destinos europeus das exportações portuguesas.

O Governo do socialista António Costa prevê um crescimento de 1,9% para este ano, em linha com as projeções de organismos internacionais como o Fundo Monetário.