EFELisboa

Uma centena de epidemiólogos, pedagogos e investigadores, entre outros, pediram numa carta aberta ao Governo de Portugal e ao presidente do país, Marcelo Rebelo de Sousa, que as escolas sejam reabertas em março, mês no qual se prevê a continuação do atual confinamento.

A carta, tornada pública nas últimas horas, pede que a reabertura das escolas, que fecharam no passado 22 de janeiro, comece pelas creches e ensino pré-escolar, abrangendo depois os restantes alunos de forma progressiva.

Os especialistas que assinaram a carta argumentam que escolher entre saúde e educação "é um falso dilema" e que estudos em vários países mostram "o aumento de problemas psicológicos e psiquiátricos de crianças e jovens associados ao confinamento e encerramento de escolas".

A carta chega dias depois de o Governo admitir que o eventual futuro desconfinamento irá começar com as escolas, embora, dado que a abertura geral não tem data, não haja estimativa de quando os alunos poderão regressar às aulas.

Portugal, com uma população de 10 milhões de habitantes, encontra-se atualmente e, pelo menos até 1 de março, em estado de emergência -o mais alto nível de alerta- e em confinamento para controlar a terceira vaga do coronavírus, devastadora para o país em janeiro.

O número de infeções e mortes já estabilizou, com 549 contágios e 61 mortes relatadas na segunda-feira. Além disso, o número de pacientes com covid hospitalizados em enfermaria e cuidados intensivos tem vindo a reduzir nas últimas semanas, encontrando-se agora em 3.322 e 627 pessoas, respetivamente.

Mas o Governo procura uma maior descida desses dados para poder desconfinar, pelo que se espera que esta semana seja proposta e aprovada uma nova extensão do estado de emergência até meados de março, que será acompanhada por outra extensão do confinamento, que teve início a 15 de janeiro.

Portugal tem 798.074 casos de covid-19 e 16.023 mortes desde o início da pandemia.