EFELisboa

O ministro das Infraestruturas português, Pedro Nuno Santos, assegurou esta terça-feira que se trabalha para atender as exigências dos trabalhadores de 'handling' cuja greve no fim de semana provocou mais de 650 cancelamentos de voos, e prometeu que haverá estabilidade em qualquer cenário futuro.

A garantia foi dada numa audição parlamentar em que o ministro foi questionado pelos conflitos na Groundforce, empresa de 'handling' com mais de 70% do mercado português e numa situação financeira grave causada pela queda do tráfego aéreo devido à pandemia de covid-19.

Os seus problemas causaram o atraso de vários meses no pagamento de salários aos trabalhadores, que responderam com uma greve no passado fim de semana na qual reivindicaram pontualidade no pagamento destes e dos subsídios de férias.

O ministro indicou que as reivindicações poderão ser atendidas em breve através da companhia aérea TAP, em mãos do Estado, que detém 49,9% do capital da Groundforce, enquanto 50,1% é propriedade da companhia privada Pasogal.

Pedro Nuno Santos afirmou que estão a ser estudadas medidas para uma solução estrutural definitiva que impeça nova instabilidade na Groundforce.

Neste sentido, o ministro explicou que a venda da posição da Pasogal, conduzida pelo banco Montepio, está perto de concluir com êxito, "o que significaria a entrada de um sócio com capacidade financeira".

No entanto, "se, por alguma razão, houver falta de interesse de algum investidor ou se o Montepio não conseguir proceder à venda, o Estado ou TAP encontrarão uma solução", prometeu.

O sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos, que convocou a greve deste fim de semana, já avisou que se não houver progressos nos próximos dias para resolver a sua situação, os trabalhadores entrarão novamente em greve no fim de semana de 31 de julho e 1 de agosto até segunda-feira, 2 de agosto.