EFELisboa

O Governo português confirmou que os motoristas em greve não estão a cumprir a requisição civil da greve, que os obriga a trabalhar, pois caso recusarem podem enfrentar inclusivamente penas de prisão, e avisou que tal medida pode ampliar-se caso no final do dia se constatar o descumprimento dos serviços mínimos.

No balanço a meio do dia, apresentado em conferência de imprensa, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que a requisição civil, nome jurídico da intervenção da greve, não estava a ser respeitada em Faro (sul).

A situação foi qualificada de "grave" pelo ministro, que precisou que os militares tiveram que se fazer cargo do transporte de combustível desde Loulé até ao aeroporto dessa cidade, uma tarefa que os motoristas estavam obrigados por lei a fazer.

Faro era um dos lugares onde esta segunda-feira o Governo português tinha decretado a requisição civil, um instrumento extremo que não só mobiliza os militares para garantir o fornecimento mas obriga a trabalhar os grevistas que forem necessários para o abastecimento essencial.

Caso recusarem, podem até enfrentar penas de prisão.