EFELisboa

O Governo português prevê para este ano uma injeção de 430 milhões de euros no Novo Banco, entidade criada depois da falência do Banco Espírito Santo (BES) e que, depois de ter perdido 1.329,3 milhões de euros em 2020, tinha pedido um reforço de capital de quase 600 milhões.

O valor consta no Programa de Estabilidade para 2021-2025, um documento que esboça as linhas económicas para esse período e que foi entregue ao Parlamento na passada madrugada.

Segundo este plano, o Novo Banco irá receber do Fundo de Resolução, um organismo público financiado com contribuições da restante banca portuguesa, 430 milhões, substancialmente inferior às pretensões da entidade, que pedia 598,3 milhões de euros.

O Fundo de Resolução é proprietário de 25% do Novo Banco, enquanto que o 75% restante está nas mãos do fundo americano Lone Star.

A entidade teve de receber quase 3.000 milhões de euros através deste mecanismo nos últimos três anos, parte dos quais veio de empréstimos do Estado, pois o Fundo não tinha capital suficiente.

A solicitação de uma nova injeção, conhecida em março, provocou uma intensa polémica em Portugal, e levou inclusivamente o primeiro-ministro, o socialista António Costa, a afirmar publicamente que o valor pretendido pelo Novo Banco "claramente ultrapassa" a quantidade que considera que se deve transferir à entidade.