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O diretor do espanhol Instituto Cervantes, Luis García Montero, e o seu homólogo português do Instituto Camões, Luís Faro Ramos, destacaram esta quarta-feira a importância da colaboração das línguas e das culturas em espanhol e português para "dar uma resposta ibero-americana à globalização".

García Montero e Faro Ramos presidiram no Instituto Cervantes a apresentação de uma obra que analisa a promoção do espaço linguístico e cultural compartilhado por toda a sociedade ibero-americana.

"La proyección internacional del español y el portugués: el potencial de la proximidad lingüística / A projeção internacional do espanhol e do português: o potencial da proximidade linguística" é o título deste livro, fruto da colaboração institucional luso-espanhola.

O Instituto Cervantes e o Instituto Camões iniciaram na primavera de 2019 uma colaboração com o objetivo de realizar uma investigação fundamentada sobre o interesse na promoção de um espaço linguístico e cultural compartilhado por toda a sociedade ibero-americana.

"Um trabalho excelente pela qualidade dos investigadores e a clareza com a qual se vê as possibilidades das culturas e línguas espanhola e portuguesa, devido à sua amizade, proximidade e consciência histórica de irmanação", assinalou García Montero.

A investigação, que consiste em 14 capítulos, foi apresentada pela coordenadora da obra, Rebeca Gutiérrez, e a diretora do Centro de Língua Portuguesa Camões de Madrid, Filipa Soares, que recordaram o impulso do multilinguismo como estratégia para evitar o empobrecimento cultural das sociedades.

O estudo também destaca a necessidade de um acordo estratégico para reforçar a presença do espanhol e do português na ciência, no ensino e nas organizações internacionais.

Na obra, autores de ambas comunidades linguísticas abordam a situação dos dois idiomas, a sua relevância económica e o seu peso como idiomas de comunicação internacional, a sua presença nos âmbitos científicos e culturais, e os desafios que enfrentam.

"São línguas que têm um passado muito bom, um presente fantástico e um futuro admirável nas vertentes cultural, comunicativa, económica e científica", disse Faro Ramos.

"Apesar da situação que o mundo vive, as línguas não se confinam; viajam livremente através dos seus poetas e escritores", salientou o diretor do Camões.