EFELisboa

Lisboa celebra o Dia Mundial da Língua Portuguesa com o Festival Literário '5L', que vai combinar atividades presenciais e virtuais ao longo do fim de semana e contar com mais de 70 autores de diferentes nacionalidades.

Assim, até 9 de maio, Lisboa acolherá cerca de uma centena de atividades presenciais e virtuais que irão celebrar os 5 'Ls' do festival: língua, literatura, livros, livrarias e leitura.

Entre os autores que estarão na 5L, organizado pela Câmara Municipal e pelas Bibliotecas de Lisboa, estão o argentino Alberto Manguel, que participará por videoconferência, e os espanhóis Jorge Carrión e Jesús Trueba, que estarão de forma presencial.

O evento contará com concertos, palestras, debates, painéis de autores e sessões de cinema, entre outras atividades, e manterá sempre medidas de segurança rigorosas.

"Para nós é extremamente importante que as pessoas se sintam seguras", disse à Efe Susana Silvestre, diretora das Bibliotecas de Lisboa e responsável pelo evento.

Como tal, recorreram à limitação da capacidade interior, desinfetaram as salas, forneceram máscaras aos participantes e garantiram a higienização constante de mãos.

CULTURA SEMPRE ABIERTA, MAS EM MUDANÇA

O festival vai dar importância à literatura e às bibliotecas, que "trabalharam sempre de uma forma muito próxima com as pessoas", ressalta Silvestre.

Mas as mudanças nas regras do jogo pandémico que implicam, pelo menos de momento, o fim dos grandes eventos, podem representar um novo paradigma.

Embora queira uma cultura sempre "aberta", isso não significa que as bibliotecas possam "atuar da mesma forma" que antes.

A diretora das Bibliotecas de Lisboa salienta que anteriormente "estava garantido que as pessoas usavam as bibliotecas", mas que agora é algo que é incerto.

Assim que, para não esperar pelo regresso das pessoas, mas sim aproximar-se delas, as bibliotecas lisboeta irão dar início a novos projetos centrados em "sair do espaço, ir para a rua".

UMA NOVA CULTURA PÓS-PANDEMIA

Acho que não vai ser fácil ganhar novamente a confiança que as pessoas precisam para voltar aos espaços", diz Silvestre.

Contudo, a pandemia pode reforçar os eventos na rua em detrimento dos espaços fechados que, embora já tenham certo público, "ainda precisam um pouco mais de confiança", defende.

Uma vez recuperada essa confiança, "Lisboa é uma cidade cosmopolita, com pessoas de todos os lados, e dinâmica", pelo que "se vai recuperar com facilidade".