EFELisboa

A Madeira e a região do Algarve, com cerca de 500 turistas afetados, são os destinos em Portugal que mais vão sentir o impacto da falência da operadora Thomas Cook, segundo informou hoje o Governo português.

A companhia aérea da Thomas Cook já não tinha voos à região do Algarve -que recebe perto de 65% dos turistas britânicos que visitam Portugal-, mas mantinha conexões aéreas com a região de Madeira através da companhia Condor.

Segundo explicou hoje à Efe João Fernandes, o presidente da entidade governamental Turismo do Algarve -pertencente ao Ministério da Economia-, "este operador já não tem propriedades hoteleiras no Algarve e só apenas vendia pacotes turísticos com alojamento e voos".

Fernandes quantificou em 0,2% do total os turistas britânicos que chegam ao aeroporto de Faro (Algarve) através da Thomas Cook.

Não acontece o mesmo na Madeira, aonde o operador agora em falência voava através da companhia Condor, pelo que "as consequências mais negativas para Portugal" acontecerão nesta região, assegurou hoje em comunicado o presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros.

O mercado de turistas britânicos em Portugal cresceu 5,8% nos sete primeiros meses deste ano, especialmente na região do Algarve, onde subiu 7,3%.