Lisboa, 14 mar (EFE). Cerca de uma centena de pessoas protestaram hoje em Lisboa contra a privatização da companhia aérea TAP no 70 aniversário do seu nascimento, para reivindicar a necessidade de conservar o que consideram um patrimônio de todos os portugueses.

"TAP não deixou de crescer e há quase 19 anos que o Estado português não põe nem um cêntimo na companhia", disse em declarações a Efe a presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo dá Aviação Civil (SNPVAC), Luciana Passo, que participou nos protestos.

Segundo Passo, é fundamental que exista uma companhia aérea pública em Portugal "não só para garantir o serviço público", mas também para servir a todos os emigrantes lusos que se encontram em outros países do mundo e que cada vez são mais.

O Governo português fixou o próximo 15 de maio como data limite para que os interessados em comprar a companhia aérea possam apresentar as suas ofertas.

Hoje na inauguração de uma exposição fotográfica em homenagem aos 70 anos de TAP, o secretário de Estado de Transportes luso, Sérgio Silva Monteiro, assinalou que só a privatização da companhia aérea permitirá a entrada do capital necessário para fazê-la mais competitiva e moderna.

Declararam-se interessados a espanhola Air Europa (através da sua matriz Globalia), o empresário português Miguel Pais do Amaral, o brasileiro David Neeleman (através da companhia Azul) e o magnata colombiano-brasileiro Germán Efromovich.