EFELisboa

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que o acolhimento de refugiados "é uma obrigação" para uma sociedade "democrática, plural e com futuro", especialmente num contexto em que conflitos como a guerra da Ucrânia tornaram "ainda mais evidente" a realidade de "milhões de pessoas".

Num comunicado divulgado esta segunda-feira, Dia Mundial do Refugiado, pela Presidência da República, o presidente português ressaltou que "defender os direitos dos refugiados, acolhendo-os e integrando-os, mais que um imperativo de consciência, é uma obrigação".

Rebelo de Sousa deu como exemplo os conflitos na Ucrânia, Afeganistão e Moçambique para mostrar três casos onde "a guerra, a violação dos direitos humanos e as alterações climáticas têm obrigado milhões de pessoas a deslocar-se e procurar proteção".

Além disso, agradeceu o esforço "individual e coletivo" que os portugueses têm mostrado com as pessoas que procuram proteção, reafirmando a "vocação de abertura, inclusão e tolerância" do país.

Rebelo de Sousa recordou também o lema da campanha lançada pela Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR): "Seja quem for, seja quando for, seja onde for: todas as pessoas têm direito a buscar proteção".

Desde o início da invasão russa, no passado 24 de fevereiro, Portugal acolheu perto de 42.000 refugiados ucranianos.