EFELisboa

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta sexta-feira que a Rússia "não foi muito drástica" na sua decisão de expulsar cinco diplomatas lusos de Moscovo, e não descartou que a nacionalidade portuguesa do secretário-geral da ONU, António Guterres, tenha tido influência.

Portugal foi "dos últimos países a ser atingido pela resposta russa", que, "embora respondendo às sanções com sanções, acabou por aplicar a um diplomata e depois a outros colaboradores e num número que é cerca de metade do número de atingidos pelas sanções portuguesas", disse o presidente.

Rebelo de Sousa, que se encontra de viagem oficial a Timor-Leste, respondia assim aos jornalistas à decisão anunciada esta semana pela Rússia de expulsar dezenas de diplomatas europeus, entre eles cinco portugueses.

"A Rússia não deixou de responder com sanções", disse o presidente, que, na presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, questionou se no caso de Portugal "terá tido influência o facto de o secretário-geral das Nações Unidas ser português".

Estas declarações contrastam com a postura expressada pelo ministério dos Negócios Estrangeiros português, que esta quinta-feira afirmou que a expulsão dos diplomatas portuguesas era "uma retaliação sem justificação".