EFELisboa

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu este domingo, no encerramento do XXV congresso da Associação Nacional de Municípios em Aveiro, a possibilidade de se realizar um referendo sobre a regionalização no país, que poderá ter lugar em 2024.

O chefe de Estado afirmou que a descentralização deve avançar "para os portugueses" e para o reforço da coesão territorial.

Nessa linha, fez um apelo aos partidos políticos para que abordem este tema com os seus eleitores antes das eleições legislativas, marcadas para 30 de janeiro.

"Seria deitar fora o instante adequado para apresentarem e defenderem a sua visão sobre a organização administrativa do continente", disse Rebelo de Sousa, que reconheceu que falta saber a opinião dos partidos sobre o calendário e mudanças no "orgânico, em competências, em recursos financeiros e o traçado definitivo de fronteiras regionais".

Esta medida foi também defendida no congresso pelo primeiro-ministro, António Costa, que explicou que prevê haver "boas condições" em dois anos para analisar os passos a seguir na descentralização.

Portugal celebrou em 1998 um referendo para decidir se o país seria dividido em oito regiões administrativas que se saldou o "não" como a resposta mais apoiada.