EFELisboa

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, reiterou hoje a necessidade de que se esclareça "o mais rápido possível" o roubo de armas de junho passado num depósito militar do município de Tancos, no centro do país.

"Espero que haja o mais rápido possível, com a maior celeridade possível, porque o tempo é importante para o prestígio da instituição e para os próprios funcionamento internos, um esclarecimento dos fatos e as responsabilidades", declarou Rebelo de Sousa aos jornalistas em Cascais, a cerca de trinta quilómetros de Lisboa.

O roubo de Tancos, ocorrido no passado 28 de junho, implicou o desaparecimento de diverso material de guerra, como granadas de mão e de gás lacrimogéneo, munição, cartuchos e outro tipo de explosivos avaliados em cerca de 34.000 euros.

O caso, que atualmente está a ser investigado pelo Ministério Público português sob segredo de justiça, gerou numerosas críticas em Portugal, onde o ministro da Defesa, José Alberto Azeredo Lopes, negou que o roubo se tenha produzido por falta de efetivos ou um menor investimento em segurança na instalação militar.

No entanto, a polémica ressurgiu por causa de uma entrevista concedida pelo ministro este domingo ao jornal luso "Diário de Notícias", na qual percorreu alguns dados já conhecidos, como por exemplo que os lança-foguetes roubados já tinham sido afastados pelas autoridades, que não consideram que possam ser utilizáveis.

Em julho passado, o ministro explicou no Parlamento que não dispunha de nenhuma informação que apontasse a problemas graves de segurança na base militar de Tancos nem a um possível assalto iminente.