EFELisboa

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, ressaltou esta segunda-feira que não é possível esperar um, dois ou três meses "como alguns pensam" para dar respostas à pandemia de COVID-19 no terreno ao nível da União Europeia (UE).

"É importante afirmar a unidade europeia, a solidariedade europeia, o que significa que não se pode esperar um, dois ou três meses como alguns pensam para haver respostas europeias no terreno. Não é em teoria, é no terreno", disse à imprensa em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa partilhou esta preocupação na segunda com o seu homólogo italiano, Sergio Mattarella, durante una conversa por telefone sobre a situação provocada pelo novo coronavírus.

"Falámos da Europa com posições comuns fortes, percebendo a importância da pandemia e a necessidade de acorrer aos efeitos económicos e sociais", explicou o presidente português, que assegurou que esta é uma preocupação de "muitos Estados" da UE.

Rebelo de Sousa já tinha criticado na semana passada a "insuficiente" e "tímida" resposta da UE à pandemia e considerou que era um erro não emitir dívida conjunta através de "eurobonds" ou "coronabonds".

Na sua conversa, os dois chefes de Estado falaram como se está a viver a pandemia em cada um dos seus países, que registam situações diferentes.

A situação portuguesa "é diferente, começou mais tarde e está a ter uma evolução distinta até agora" comparado com a de Itália, disse, que "está convencida que nos próximos dias vai entrar numa mudança da curva, com uma caída do número de casos diários", assegurou Rebelo de Sousa.

Em Portugal, o presidente terá que decidir esta semana se prolonga o estado de emergência vigente desde 19 de março, embora tenha opinado que ainda é "prematuro" falar disso, sobretudo nos temos em que seria prolongado, antes de ouvir os especialistas.

O presidente vai-se reunir esta terça-feira com especialistas em saúde sobre a situação epidemiológica de modo a poder definir a sua decisão.

"Sabemos que é uma situação que vai durar bastante tempo, várias semanas. É importante ouvir os especialistas para saber quantas semanas e em que termos", ressaltou.

Portugal tem 140 vítimas mortais por coronavírus e 6.408 casos positivos, mais 7,5% de contagiados que há 24 horas, o que mostra uma ligeira desaceleração da curva.